| Nesta mesa foram expostos os desafios de curadores, artistas e críticos em discutir e produzir arte usando novas tecnologias num cenário em que a cultura tem entre as suas principais fontes de financiamento recursos da iniciativa privada. Esse cenário é determinado muitas vezes por estratégias de marketing que promovem uma cultura das marcas. Os componentes da mesa Giselle Beiguelman, Guilherme Kujawski, Lucas Bambozzi e Mario Ramiro levantaram diferentes perspectivas sobre o tema: Giselle Beiguelmann, entre outros temas, fez referências as noções deleuzianas de máquinas de guerra e de aparelhos de captura e destacou a autocrítica visando a independência do papel do curador num ambiente de cultura patrocinado por bancos e coorporações. A isto se soma a percepção da precariedade econômica e cultural do país que se reflete no plano individual de cada produtor de cultura e num plano mais abrangente na introdução de abordagens políticas e críticas. Lucas Bambozzi iniciou sua fala lembrando a frase " vivemos numa sociedade cínica" que, dita por um governador de São Paulo, segundo sua análise, toma uma dimensão maior, podendo ser transferida à discussão sobre o embate entre marketing e cultura. Neste aspecto, uma das temáticas levantadas foi a responsabilidade do trabalho de negociação do curador junto aos financiadores no intuito de impedir que eventos culturais se destinem apenas a promoção de marcas e que, ao contrário disso, mantenham suas perspectivas artisticas e críticas. Guilherme Kujawski analisou as mídias móveis e os fenômenos de interpenetração de "espaços físicos" e "espaços etéreos". Destacou o mito de se conceber os espectros das ondas de rádio como recursos escassos, neste sentido evidenciou novas possibilidades de utilização de radiofreqüências que muitas vezes ainda não estão sendo utilizadas por artistas, para isso apresentou exemplos de tecnologias como SDR ( Software Defined Radio) e de organizações de artistas como Free103point9 http://www.free103point9.org/ Mario Ramiro lembrou do papel transgressor do artista frente ao apoio dos mecenas da arte. No contexto atual da arte no Brasil percebe uma ampliação de campo de trabalho para artistas e para toda uma gama de profissionais ligados à arte, em função da ampliação dos recursos de financiamento por parte da iniciativa privada. Em meio a este cenário destacou a importância do papel transgressor do artista e, como exemplo, citou a escultura do Êxtase de Santa Teresa de Gian Lorenzo Bernini, em que o escultor parece dar um sentido de êxtase mais sexual do que espiritual subvertendo o que seria um ornamento religioso católico. Colaborou Francisco Alves. |
Na mesa, que deu início aos debates no auditório do MUBE, os participantes Raquel Kogan, Martha Gabriel e Cicero Silva apresentaram seus trabalhos e debateram perspectivas da arte em midias móveis no país.
Raquel Kogan entre outros temas comentou sobre seu trabalho "a ponte", que foi exposto este ano na avenida Paulista. Projeções de vídeos com pessoas em múltiplas situações podiam ser assistidas nas paredes externas de dois prédios vizinhos: O Sesc Paulista e o Itaú Cultural. A obra era exibida sempre após o pôr do sol, e construia uma ponte entre os dois edifícios misturando a movimentação das pessoas vistas pelas janelas dos prédios com as projeções feitas nos seus vazios externos, chamando a atenção e despertando novas percepções nas pessoas que passavam pela avenida.
http://www.raquelkogan.com/ponte.html
Martha Gabriel falou do seu trabalho locative painting, que consiste numa pintura colaborativa e interativa no qual o participante pode dar sua "pincelada" fornecendo sua localização geográfica. Cada pincelada constitue um lugar, por sua vez estes lugares são interligados num desenho único, criando diferentes rotas, com diferentes cores. Estas rotas unem o global ao local em 3 layers sobrepostos, um layer local da cidade de São Paulo, um layer do país representando o Brasil e um layer global.
http://www.locativepainting.com.br/
Cícero Silva falou sobre seu trabalho com o pesquisador Brett Stalbaum da Universidade da Califórnia em San Diego e comentou alguns projetos como por exemplo o GPSFACE que se propõe criar uma rede social entre usuários de celulares integrada com google maps, com a utilização deste recurso, os membros podem calcular a distância física entre os amigos de sua comunidade, e criar rotas para encontrá-los pessoalmente.
http://www.gpsface.com.br/
Colaborou Francisco Alves
Hexapod Robot CNC router
O Hexapod Robot CNC router é um robô insetóide criado pelo designer inglês Matt Denton. A configuração tem sido usada pela robótica a partir da estrutura biológica de locomoção dos insetos. A vantagem deste modo de locomoção é a capacidade de manter a estabilidade mesmo em superfícies irregulares ou rochosas. É possível também utilizar algumas das pernas para transportar ou manipular objetos. Este robô originalmente foi projetado para carregar uma caneta de desenho, porém a certa altura do projeto, Denton a trocou por uma ferramenta capaz de fazer cortes e perfuração em baixo relevo. O robô pode se deslocar por uma superfície, e utilizando um sistema CNC (computer numerical control) pode cortar ou esculpir uma figura tridimensionalmente construída por computador, em determinados tipos de materiais, como o isopor por exemplo. Antes desta invenção, Matt Denton já havia criado um robô insetóide que reconhecia rostos de pessoas ao seu redor e os rastreava para tirar fotos ou fazer vídeos.
Mais informações:
Site da Micromagic Systems
http://www.micromagicsystems.com/
Video do Hexapod Robot CNC router
http://www.youtube.com/watch?v=quN37YskoaM
Video do robô fotógrafo
http://www.youtube.com/watch?v=4oXuSXCKJeY
O projeto Blue Brain, parceria entre IBM e EPFL (Ecole Polytechnique Fédérale de Lausanne), visa criar um modelo funcional do cérebro por meio do supercomputador Blue Gene. A idéia é propiciar uma maior conhecimento das funções cerebrais. O modelo desenvolvido (de simulações) reproduzirá o comportamento de neurônios e as interligações que envolvem cerca de 30 milhões de sinapses, posicionadas em localizações 3D que seguem com precisão a estrutura biológica do cérebro.
Na recente conferência MIND08 promovida pela SEED Magazine e o MoMA o diretor do projeto Henry Markram, explica seus desafios e o porquê da necessidade de ter um computador 20000 vezes mais poderoso que qualquer um que existe hoje com uma memória de capacidade de 500 vezes maior que o tamanho da Internet.
Veja o link do vídeo da palestra de Henry Markram
http://seedmagazine.com/mind08/mind08_henry-markram.html
Qual a usabilidade da usabilidade? Num recente workshop sobre gestão de conhecimento em comunidades on-line organizada pela BCS britânica (www.bcs-hci.org.uk) foram discutidos temas relativos a tanto a natureza do conhecimento individual, como o conhecimento que emerge do compartilhamento de informações entre indivíduos.
O acesso ao conhecimento foi considerado fundamental: como fazer o design das rotas pelas quais os participantes interessados podem ter acesso ao saber? Deve-se distinguir o conhecimento direcionado a um fim (uma compilação de um livro por exemplo) da simples partilha de um interesse comum? Como facilitar as discussões e compartilhamento e entender o que deseja uma comunidade a partir do conhecimento? Existe auto-organização ou é necessário apoio editorial e de gestão às comunidades?
Se alguma destas questões soa familiar é porque são as questões de profissionais da usabilidade repetidas no decorrer de muitos anos de desenvolvimento de produtos, dispositivos e programas. Neste momento, a usabilidade não deve se preocupar apenas com as interfaces para o conhecimento, mas é o próprio conhecimento que exige avaliação de usabilidade.
EMERGENTES Curador: José-Carlos Mariátegui El concepto "emergente" explica la totalidad cualitativa de cambios que son generados espontáneamente por un sistema. Las propiedades de este comportamiento se deben a las interacciones entre todas las diferentes partes del sistema, es decir, no pueden ser reducidas a componentes individuales. Un comportamiento emergente es más que la suma de sus partes. Este tipo de discurso proviene de las ciencias y en particular de los estudios sobre complejidad. También podemos utilizar este concepto desde una perspectiva socio-cultural cuando nos referimos a un nuevo conocimiento que irrumpe en nuestro contexto. Por ejemplo, cuando observamos que regiones o países que no eran parte de la cartografía cultural occidental empiezan a brillar en el mapa, los definimos como zonas o procesos "emergentes". Por lo tanto, lo "emergente" comparte dos acepciones que no se contraponen sino más bien se pueden estructurar en conjunto. Podemos decir que lo "emergente" amplifica los avances culturales que emplean conceptos de la ciencia y la tecnología para producir un nuevo tipo de interacción socio-cultural. La interacción entre el hombre y la tecnología permite que surjan diferentes usos a los inicialmente concebidos, proceso que muchas veces es definido como "flexibilidad interpretativa". Las formas creativas que exploran la ciencia y la tecnología permiten novedosas propuestas, tanto a nivel crítico como a nivel del uso innovador de la convergencia de medios donde lo visual, sonoro o táctil re-caracterizan el modo en que interpretamos los procesos científicos y tecnológicos. Las instalaciones que usan soportes tecnológicos conforman naturalmente esta convergencia medial. Nos permiten interpretar los diferentes procesos de indagación, investigación o especulación que asocian a la tecnología con el tejido social. Hacen visible un proceso de trabajo que usualmente está oculto. En la vida real nos encontramos con productos terminados, con caminos predefinidos que difícilmente nos confrontan con posibilidades de nuevas alternativas. Las instalaciones mediales facilitan esta indagación transversal pues son flexibles a muchos tipos de interpretación. Es a partir de la experiencia personal o grupal que la obra redefine su forma y el trabajo en proceso avanza y progresa. El museo se configura como una zona de "tests" y "toca-toca", un laboratorio abierto que ilustra el proceso de ensayo y error. En síntesis, las instalaciones nos proveen de un continuo proceso de exploración que vincula lo social a lo tecnológico. EMERGENTES propone indagar este proceso y las diferentes posibilidades de uso de artefactos tecnológicos para interpretar el mundo contemporáneo. Rescatamos de cada obra el proceso de trabajo y la investigación vinculada a temáticas científicas y tecnológicas que repercuten en la sociedad. Estas indagaciones conforman hoy más que nunca la discusión sobre el universo digital. El crecimiento de la información digital en el mundo contemporáneo no solo resulta en una mayor exposición a contenidos y artefactos o en la gran migración de información análoga a digital. Se dan también cambios trascendentales en la vida social y económica de las personas. Hoy podemos registrar y mezclar diferentes tipos de información digital, pero muchas veces no estamos conscientes de las consecuencias de este tipo de manipulaciones. La interoperabilidad de la información acarrea nuevas formas de control y una transformación real de la vida privada mediante la representación digital. Autómatas informatizados, tanto en el medio físico como virtual, parecieran hoy tener vida propia. Las piezas que conforman esta muestra se encuentran en campos vinculados a la robótica, realidad aumentada, vida artificial o semántica operacional, sin embargo quiebran su atadura con la ciencia al relacionarse con el cine expandido, la tele-vigilancia o la escultura social. Las instalaciones de EMERGENTES no niegan este nuevo tejido tecno-social. Haciendo visible el proceso de experimentación in situ permiten la interpretación flexible del fenómeno en contraposición al unívoco consumo tecno-medial al que estamos hoy expuestos. EMERGENTES también intenta cuestionar la visión que muchas veces se tiene del arte que proviene de América Latina. Si bien podemos decir que el arte electrónico de América Latina ya no resulta desconocido, existen aun muchas variantes poco conocidas que se acercan más a procesos de investigación multidisciplinaria, como es el caso de las obras que componen esta muestra. Más que piezas referenciales o históricas se trata de producciones nuevas o recientes que enfatizan la aplicación de ciencia y tecnología para generar un diálogo actual con el entorno social. No se busca una visión aglutinadora o temática sobre la producción de arte y tecnología y su vínculo con América Latina. Lo que se pretende es complementar la imagen parcial del arte electrónico contemporáneo mediante una gama de perspectivas críticas, algunas maduras y otras incipientes. Sin embargo, al hacer referencia a la explosión de la información digital, no podemos negar tampoco la estratégica ubicación geográfica de América Latina. Los países que comparten la Amazonía son poseedores del mayor laboratorio de biotecnología del mundo, mucho más importante en términos económicos que la actual explotación de recursos naturales. Menos del 1% de las plantas tropicales han sido investigadas tomando en cuenta su potencial económico. La biotecnología se nutre de la naturaleza, sin embargo este continúa siendo un tema poco explorado. Hoy se favorece la información digital, sin embargo la bio-genética tiene un valor informacional que ha sido aun poco explorado en América Latina. EMERGENTES como proyecto intenta activar esta discusión. EMERGENTES se conforma de diez instalaciones, muchas de las cuales han sido producidas especialmente para La Laboral. Los artistas participantes de EMERGENTES son: Lucas Bambozzi (Brasil), Rejane Cantoni y Daniela Kutschat / OP_ERA (Brasil), Rodrigo Derteano (Perú/Suiza), Rafael Lozano-Hemmer (México/Canadá), José Carlos Martinat y Enrique Mayorga (Perú), Fernando David Orelllana (El Salvador/EEUU), Santiago Ortiz / Bestiario (Colombia/España), Mariana Rondón (Venezuela), Mariano Sardón (Argentina) y Mariela Yeregui (Argentina).
Centro Fundación Telefónica, avenida Arequipa 1155, Lima, Peru.
http://www.telefonica.com.pe/centrofundacion/
"EMERGENTES", MUESTRA ITINERANTE, REÚNE LO MÁS RECIENTE DE LA CREATIVIDAD ELECTRÓNICA LATINOAMERICANA UNA PROPUESTA ARTÍSTICA DISTINTA Y SUGESTIVA" Por Alberto Revoredo In
http://www.elcomercio.com.pe/edicionimpresa/Html/2008-10-07/ecpr071008c1.html
Em matéria publicada na versão eletrônica do Jornal "The Guardian" Arthur Charles prevê que com menos dinheiro e menos consumo haverá uma tendência de aumento do uso de software livre. Conseqüencia direta seria a economia de custos de licença e aumento de uso do "cloud computing", no qual se paga pelo quanto se usa de recursos computacionais de terceiros. Segundo o editor, com a queda de confiança do mercado em ativos, petróleo e títulos do tesouro, o capital se tornaria mais acessível às empresas tecnológicas com idéias e planos de negócios.
Leia mais:
http://www.guardian.co.uk/technology/2008/oct/02/twitter.microsoft
Qualquer usuário da internet poderá ter acesso a edições gratuitas e confiáveis da obra completa digitalizada do escritor brasileiro Machado de Assis. Esse é o resultado da parceria entre o Portal Domínio Público do MEC e o Núcleo de Pesquisa em Informática, Literatura e Lingüística da Universidade Federal de Santa Catarina. São 246 arquivos para leitura em tela e para download nos formatos html e pdf. Separado por gêneros como romance, conto, poesia, tradução e outros, o acervo reúne também vídeos, teses e dissertações. Inclui também uma curiosa coleção de textos de autores contemporâneos a Machado que abordam a vida e obra do autor.
http://portal.mec.gov.br/machado
Colaborou: Francisco Arlindo Alves
MIS abre programa de Residências Artísticas - Inscrições até 17 de outubro de 2008
Do site da Secretaria Estadual da Cultura
O Museu da Imagem e do Som lançou na segunda o primeiro Programa de Residências Artísticas LabMIS (Laboratório de Novas Mídias do MIS). O programa é inspirado na tendência mundial de fomentar o desenvolvimento artístico no campo das novas tecnologias e busca incentivar a troca de experiências entre artistas, críticos, pesquisadores e curadores de diferentes localidades e áreas de atuação.
A partir deste ano, o Programa de Residências LabMIS selecionará três projetos artísticos, que deverão ser realizados individualmente ou em grupo. O foco são as áreas de fotografia digital, vídeo digital, cinema digital, áudio arte, web art, games, computação gráfica, design de interfaces e computação, comunidades digitais e software colaborativo.
Poderão participar da seleção artistas profissionais maiores de 18 anos, estabelecidos no território brasileiro por um período mínimo de cinco anos e, somente serão consideradas propostas inéditas e exclusivas para desenvolvimento no LabMIS. O período de inscrições será até dia 17 de outubro.
A seleção ficará a cargo de um júri composto por profissionais da área, além de membros da direção do MIS e da Secretaria de Estado da Cultura. A avaliação levará em conta a prática artística dos participantes; a qualidade artística e poética do projeto; seu ineditismo e coerência conceitual; a viabilidade do cronograma proposto; a viabilidade financeira; a clareza do memorial descritivo e do desenvolvimento da proposta. O resultado do processo seletivo será anunciado dia 24 de novembro no site da instituição www.mis-sp.org.br .
Os autores dos projetos contemplados terão acesso livre à infra-estrutura tecnológica do LABMIS, além de contar com o suporte da sua equipe de orientadores e técnicos especializados além de contarem com uma bolsa-residência e, caso venham de outros Estados, com passagem aérea e auxílio para hospedagem na capital paulista.
Após a conclusão dos projetos, os vencedores terão direito à um texto crítico sobre suas obras, à realização de uma mesa redonda; e à exibição do trabalho na mostra coletiva de resultados, que contará ainda com uma publicação específica comemorativa.
Programa de Residências Artísticas 2008
Museu da Imagem e do Som de São Paulo – MIS
Avenida Europa, 158 – Jardim Europa
Tel.: (11) 2117-4777
www.mis-sp.org.br
Mais informações http://www.mis-sp.org.br/icox.php?mdl=mis&op=selecao_e_editais
Urban Atmospheres é um conjunto de projetos desenvolvidos pelo Intel Research Berkeley. O IRB investiga impactos de dispositivos móveis (equipados com tecnologias como Bluetooh, redes de sensores e wireless) no ambiente. O desafio desta pesquisa é compreender como as redes digitais de computação sem fio irão se expandir, se integrar, influenciar padrões sociais existentes.
Para saber mais: http://www.urban-atmospheres.net/
Colaborou: Francisco Arlindo Alves